Seminário de Dramaturgia

Início: 11/09/2021 - Término: 21/10/2021
Aulas - Terças e Quintas, 19h às 22h / Palestras - Sábados, 10h às 13h

O Seminário de Dramaturgia tem por finalidade apresentar um painel das grandes linhas da dramaturgia ocidental, com aulas ministradas por especialistas em autores, períodos ou formas teatrais, passando pelo teatro grego, Diderot, Shakespeare, o teatro norte-americano no século XX, as formas populares de teatro, o surgimento do teatro épico na Europa e no Brasil, Nelson Rodrigues e as adaptações para o cinema, os teatros de vanguarda e a teledramaturgia contemporânea brasileira.

 

Ainda que esteja fortemente relacionada com o teatro, ao longo dos anos, o conceito de dramaturgia ganhou novos significados e passou a se aplicar a qualquer uso da composição dramática e da representação dos principais elementos do drama, seja nos palcos do teatro ou na televisão e cinema. A dramaturgia é a arte de compor e de representar uma história em cena (ou no palco). O termo, em grego, significa “escrever drama”; já a palavra “drama” quer dizer “ação”.

 

Por ser um Seminário teórico – e por uma questão de segurança em tempos de pandemia –, esta edição acontecerá em versão online e ao vivo pela plataforma Zoom da #Desembuxa para todo o Brasil.

 

Não perca essa oportunidade! Autores-dramaturgos, atores, profissionais da área de artes cênicas, interessados em cultura geral, JUNTEM-SE A NÓS!

 

PROGRAMAÇÃO

 

Palestra com LAURO CÉSAR MUNIZ

11/09 (sábado) – 10h às 13h

 

Aula 01: Fundamentos da Dramaturgia – DOC COMPARATO

14/09 (terça-feira) – 19h às 22h

A aula discute os conceitos de dramaturgia, história e características; evolução da dramaturgia; peculiaridades dos diversos gêneros e subgêneros: conceito, história, características, tramas, personagens.

 

Aula 02: Teatro Grego – HUGO COELHO

16/09 (quinta-feira) – 19h às 22h

A aula aborda o surgimento do teatro grego e suas duas grandes manifestações: a tragédia – que tem sua origem no culto ao deus Dionísio – e a comédia, como crítica aos costumes sociais.

 

Aula 03: Teatro clássico e o Melodrama – MARCOS KURTINAITIS

21/09 (terça-feira) – 19h às 22h

Análise da estética de Denis Diderot a partir de sua atividade como dramaturgo e crítico de arte, tendo em vista seu papel predominante na superação do teatro clássico francês e no surgimento de uma nova proposta teatral mais sintonizada com a experiência burguesa.

 

Aula 04: O Drama Moderno – ELENA VÁSSINA

23/09 (quinta-feira) – 19h às 22h

A aula apresenta a mudança de percurso da dramaturgia no século XX, com a crise do drama e criação do novo sistema dramático na obra de Anton Tchekhov. O drama moderno e suas inovações tanto em termos de estrutura quanto de construção de personagens. Análise da estética de autores como Ibsen, Tchekhov, Eugene O’Neill, Maeterlinck e Garcia Lorca.

 

Palestra com SÉBASTIEN BROTTET-MICHEL

25/09 (sábado) – 10h às 13h

 

Aula 05: Shakespeare – ELIETE CIGAARINI

28/09 (terça-feira) – 19h às 22h

Um panorama da obra e da importância de Shakespeare, baseado na discussão sobre as comédias, as tragédias e as peças históricas do autor. A partir de “Otelo”, serão discutidos o estatuto da tradução e o processo de criação cênica dos textos canônicos.

 

Aula 06: Introdução à Comédia – MÁRIO VIANA

30/09 (quinta-feira) – 19h às 22h

A aula debate a tradição da comédia na cultura ocidental, como gênero consolidado no teatro, identificando contextos históricos integrados à história teatral. Além disso, reflete-se sobre a comédia no Brasil, em especial, a contemporaneidade da obra de Martins Pena.

 

Aula 07: Brecht e o Teatro Épico Brasileiro – MARCO ANTÔNIO GUERRA

05/10 (terça-feira) – 19h às 22h

A aula percorre a obra do dramaturgo e poeta alemão, responsável pela formalização do teatro épico moderno, além de abrir espaço para uma discussão sobre as incorporações das teorias brechtianas no Brasil.

 

Aula 08: Teatro de Vanguardas Históricas – SILVANA GARCIA

07/10 (quinta-feira) – 19h às 22h

A aula recupera as experiências das vanguardas europeias do início do século XX, consideradas como ruptura com os padrões e princípios do teatro pautado na verossimilhança e no ilusionismo. Oferece uma visão panorâmica das manifestações e incursões artísticas dos movimentos, com destaque para os campos da dramaturgia e da performatividade.

 

Aula 09: O Teatro de Arena e o CPC e a influência na teledramaturgia – NEWTON CANNITO

14/10 (quinta-feira) – 19h às 22h

As propostas de dramaturgia do teatro de arena e do teatro produzido no CPC. Análise da obra de autores, como Vianinha, Boal e Gianfrancesco Guarnieri. A influência desse teatro na televisão e a teledramaturgia brasileira. Análise da obra de tele dramaturgos como Dias Gomes e Vianinha. Análise de programas como “A Grande Família” e “Carga Pesada”.

 

Palestra com OTÁVIO MARTINS

16/10 (sábado) – 10h às 13h

 

Aula 10: Dramaturgia de Nelson Rodrigues – ERIC LENATE

19/10 (terça-feira) – 19h às 22h

Introdução à obra de Nelson Rodrigues, tendo em vista a identificação da estrutura do melodrama e das diversas adaptações para o cinema, em especial, as obras de Arnaldo Jabor.

 

Aula 11: Teledramaturgia Brasileira: principais autores – MAURO ALENCAR

21/10 (quinta-feira) – 19h às 22h

Partindo do início da teledramaturgia no Brasil até as experiências atuais, a aula discutirá a obra e o estilo de autores como Glória Magadan, Janete Clair, Bráulio Pedroso, Walter George Durst, Ivani Ribeiro, entre outros.

 

Inscreva-se agora mesmo e mergulhe no universo das grandes linhas da dramaturgia ocidental! São 11 aulas e 03 palestras por um ótimo custo-benefício!

 

INVESTIMENTO

 

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DOC COMPARATO

Sua carreira teve início no ano de 1978 e seus trabalhos abrangem o teatro, o cinema e a televisão tanto no Brasil como no exterior. Possui sete prêmios internacionais, destacando-se a medalha de ouro do New York Films and Television Festival, e seu trabalho de co-autoria numa minissérie com o Prêmio Nobel Gabriel García Márquez. Assinou as primeiras séries e minisséries da TV brasileira, que se tornaram clássicos, como Plantão de Polícia, O Tempo e o Vento, A Justiceira, Mulher. Como didata e teórico em dramaturgia, escreveu o livro Da Criação ao Roteiro, pioneiro desta matéria em vários continentes. Foi ainda professor de Roteiro da Escola de Cinema de Berlim, além de ir à Suíça para realização de Doctor Script em oito roteiros internacionais, convidado pela organização europeia DreamAgo, e participar da inauguração do Máster da Escola de Cinema e TV de Santo Antonio de los Baños em Cuba. Em teatro, sua mais recente conquista foi a estreia de Nostradamus, em Roma, e o Prêmio Ana Magnani.

 

ELENA VÁSSINA

Pesquisadora e ensaísta russa, formada na Faculdade de Letras da Universidade Estatal de Moscou Lomonóssov (MGU). Possui mestrado em Literatura Comparada pela Universidade Estatal de Moscou, doutorado em História e Teoria de Arte e Pós-doutorado em Teoria e Semiótica de Cultura e Literatura pelo Instituto Estatal de Pesquisa da Arte (Rússia). Organizadora, autora e tradutora dos livros Tipologia do simbolismo nas culturas russa e ocidental (2005), Teatro russo: literatura e espetáculo (2011), Stanislávski: Vida, obra e Sistema (2015), entre outros. Foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio Aplauso Brasil. Atualmente, trabalha como professora dos cursos de graduação e de pós-graduação da USP.

 

ELIETE CIGAARINI

Licenciada em Letras e com especialização em Linguagens das Artes – Teatro, Música, Dança e Artes Visuais, pela Universidade de São Paulo (USP), possui 35 anos de carreira no teatro, cinema e televisão. Fundadora do grupo de arte Boi Voador nos anos 80, seus principais trabalhos nos palcos foram Velhos Marinheiros, Pantaleão as Visitadoras, Tamara, Aurora da Minha Vida, O Diário de Anne Frank, Tribos, My Fair Lady, Divórcio e Quando Tudo Estiver Pronto. Na televisão, participou das novelas e séries Laços de Família, Éramos Seis, José do Egito, História de Ester, Alta Estação, entre outras. É diretora artística da Cia ShakeCena de Pesquisa Teatral há cinco anos, grupo teatral especializado em obras de William Shakespeare. Pela ShakeCena já encenou, tanto no teatro presencial como no online, mais de dez peças do autor, entre tragédias e comédias. É professora de interpretação teatral há mais de vinte anos e há treze é docente de Interpretação Teatral na Escola de Atores Wolf Maya.

 

ERIC LENATE

Ator, diretor e cenógrafo. Foi formador convidado no curso de Direção e artista-orientador de Experimentos da SP Escola de Teatro entre os anos de 2013 e 2014. Em 2005, ingressou no CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC, sob a direção de Antunes Filho. Foram quatro anos em contato estreito com suas práticas quando passou a desenvolver seu trabalho como diretor. Sua estreia profissional se deu com O céu 5 minutos antes da tempestade, de Silvia Gomez, na época integrante do Círculo de Dramaturgia do CPT. O espetáculo esteve em cartaz durante todo o ano de 2008 e foi nomeado para diversos prêmios como o Qualidade Brasil de melhor espetáculo na categoria drama. Em 2009, dá seguimento ao seu trabalho como diretor fora do CPT: Natureza Morta”, de Mário Viana, e Celebração, do inglês Harold Pinter, premiado no 13º Cultura Inglesa Festival como melhor espetáculo. Em 2010, integrou o elenco do espetáculo Sideman, de Warren Leight, sob a direção de Zé Henrique de Paula. Em 2012, foi indicado ao prêmio Shell na antiga categoria especial “pela força performativa de seus experimentos”. ,Em 2015 funda a Sociedade Líquida, projeto-provocação responsável pelos trabalhos: Ludwig e suas irmãs, de Thomas Bernhard; Mantenha fora do alcance do bebê, de Silvia Gomez; Fim de Partida, de Samuel Beckett, pelo qual foi indicado ao prêmio APCA de melhor ator em 2016; O teste de Turing, de Paulo Santoro, e Refluxo, de Angela Ribeiro, pelo qual Lenate recebeu o prêmio Shell de melhor cenário e foi indicado ao mesmo prêmio na categoria melhor direção, em São Paulo. Em 2017, estreou “Love, Love, Love”, de Mike Bartlett, em parceria com o Grupo 3 de Teatro, o qual foi indicado aos prêmios APTR 2017 e Shell 2017 de melhor direção, ambos no Rio de Janeiro e ao prêmio APCA de melhor espetáculo e ao prêmio Aplauso Brasil nas categorias direção e espetáculo, ambos em São Paulo. Em 2018, Lenate volta trabalhar com o diretor Zé Henrique de Paula, integrando do elenco de duas montagens sob sua direção: 1984, baseado no romance homônimo de George Orwell e Dogville, baseado na obra cinematográfica de Lars Von Trier. Em 2019, em parceria com Erica Montanheiro, estreou o projeto Balada dos Enclausurados, eleito pela revista Veja como o “espetáculo do ano” e foi indicado ao prêmio APCA 2019 de melhor ator por sua atuação em Testemunho Líquido.

 

HUGO COELHO

Formado em filosofia, é ator e diretor de teatro e televisão. Em 2015, completou 40 anos de profissão com a direção do espetáculo Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo, que ficou em cartaz durante cinco anos. Suas mais recentes direções foram: O Monstro, de Sérgio Sant´Anna; À Espera, de Sérgio Roveri (Selvagens) Homem de Olhos Tristes, de Händl Klaus; as comédias Me Segura Senão Eu Pulo, de Luiz Carlos Cardoso, e Hoje tem Mazzaropi, de Mario Viana; Retratos, de William Douglas Home; Os Jogadores, de Nikolai Gogol; a ópera Treemonisha, de Scott Joplin, e O Contrabaixo, de Patrick Suskind; Meu Primo Walter, de Pedro Haidar; e Quem Casa quer Casa, de Martins Penna. Sua estreia como diretor foi com a encenação do Poema Sujo, de Ferreira Gullar, com Rubens Correa e Ester Góes. Na televisão, dirigiu os programas Jornal do Estudante, Brasil Corpo e Alma e o Telecurso Segundo Grau, na TV Globo; a novela Cortina de Vidro, de Walcyr Carrasco, no SBT; e o programa de entrevistas Terceiro Milênio, na Rede Mulher e na Rede Vida. Ainda atou nas novelas Água na Boca (Band) e O Direito de Nascer, Cristal, Revelação e Amor e Revolução (todas no SBT); além das séries Gigantes do Brasil (History Channel), Descolados (MTV) e O Negócio (HBO). Como ator, atuou nos espetáculos Assim é (se lhe parece), de Luigi Pirandello, com direção de Marco Antonio Pâmio; O Terraço, de Jean Claude Carrière, com direção de Alexandre Reineck; Motel Paradiso, de Juca de Oliveira, com direção de Roberto Lage. É ganhador do prêmio Myriam Muniz com seu projeto de pesquisa Paixões Humanas, uma breve história do teatro ocidental. É professor e pesquisador da história do teatro e ministra aulas na SP Escola de Teatro e na PUC-SP na Universidade Aberta a Maturidade.

 

LAURO CÉSAR MUNIZ

Um dos maiores dramaturgos do Brasil, fez parte da primeira turma do Curso de Dramaturgia da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP). Morando em São Paulo, conheceu Augusto Boal e, por sugestão dele, entrou para a Escola de Arte Dramática da USP. Em 1963, escreveu a comédia O Santo Milagroso, sua estreia como autor profissional, que foi encenada com grande sucesso pela companhia de Cacilda Becker. Recebeu o Prêmio Revelação de Autor da Associação Paulista de Críticos Teatrais daquele ano. O Santo Milagroso chegou ao cinema três anos depois, por intermédio do diretor Dionísio Azevedo. Ainda na mesma década, escreveu A Morte do Imortal (1966), A Infidelidade ao Alcance de Todos (1966), O Líder (1968) e A Comédia Atômica (1969). Após experiências bem-sucedidas com teleteatro, estreou como novelista na TV Excelsior, em 1966, com Ninguém Crê em Mim. Escreveu também novelas para a TV Tupi – Estrelas no Chão (1967) – e para a TV Record – a adaptação de As Pupilas do Senhor Reitor (1970) e Os Deuses Estão Mortos (1971). Começou a trabalhar na Globo em 1972, escrevendo o seriado Shazan, Xerife & Cia. No ano seguinte, escreveu sua primeira novela na emissora, Carinhoso, e depois o episódio do Caso Especial, O Crime do Zé Bigorna, que acabou se transformando em filme, em 1977, e servindo de inspiração para a novela O Salvador da Pátria, exibida em 1989. Escreveu ainda as novelas Escalada (1975), O Casarão (1976), Espelho Mágico (1977), Os Gigantes (1979), Transas e Caretas (1984), Roda de Fogo (1986), Araponga (1990), supervisionou os textos de Perigosas Peruas (1992), Sonho Meu (1992) e Quem é você? (1996). Seus dois últimos trabalhos na TV Globo foram as minisséries Chiquinha Gonzaga (1999) e Aquarela do Brasil (2000). Foi para a Record TV, onde escreveu Cidadão Brasileiro (2006), Poder Paralelo (2009) e Máscaras (2012).

 

MARCO ANTONIO GUERRA

Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), mestrado e doutorado em Artes pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Sua tese de doutorado foi Carlos Queiroz Telles – História e Dramaturgia em Cena (década de 70). Atualmente, é professor doutor de História da Cultura e da Comunicação, da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Educação, atuando, principalmente, nos seguintes temas: indústria cultural, artes e sociedade e comunicação de massa. Foi professor visitante da Universidade de Osaka de Estudos Estrangeiros no Departamento Luso-Brasileiro.

 

MARCOS KURTINAITIS

Coordenador de pós-produção e difusão no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na mesma instituição. Mestre em Artes e graduado no Curso Superior do Audiovisual da ECA-USP, tem também um bacharelado em Direito pela USP. Foi coordenador de programação e publicações do CINUSP Paulo Emílio, programador da Cinemateca Brasileira e coordenador audiovisual do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Ministrou oficinas de redação, realização audiovisual e radioamador, foi palestrante e mediador em eventos sobre cinema e responsável pela curadoria e/ou produção de inúmeras mostras e seminários para instituições como o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural São Paulo e o Festival É Tudo Verdade. Autor de artigos sobre arte e cinema para periódicos especializados, foi editor da Sinopse – Revista de Cinema, publicou o livro de contos O Manicômio e organizou as coletâneas Mondo Tarantino, com ensaios sobre o cineasta, e Viagens – Projeto Jovens Escritores, reunindo textos de alunos de um curso de redação criativa para o ensino médio. Premiado no Cultura Inglesa School Theatre Competition em 1999 pela dramaturgia da peça Bárbara Fausto, encenada por Ivan Feijó.

 

MÁRIO VIANA

Autor de cerca de 30 peças teatrais, tais como Carro de Paulista, em parceria com Alessandro Marson (2003), Vestir o Pai  (2003), Galeria Metrópole (2004), Amanhã é Natal (2004), Vamos (2010), Cheiro de Céu (2011), Vida & Obra de um Tipo à Toa (2012), entre outras. Com o grupo Parlapatões, escreveu Pantagruel (com Hugo Possolo, 2001), Um Chopes, Dois Pastel & Uma Porção de Bobagem (2000) e O Pior de S. Paulo (2007). Em televisão, foi colaborador de Aimar Labaki em Seus Olhos (2004) e Paixões Proibidas (2006); de Lauro César Muniz em Poder Paralelo (2009) e Máscaras (2012); e de Carlos Lombardi em Pecado Mortal (2013). Atualmente, integra a equipe de roteiristas da Rede Globo: foi indicado ao Emmy Kids por Malhação – Sonhos (2015) e ao Emmy International por Totalmente Demais (2016), ambas de Rosane Svartman e Paulo Halm. Premiado com o Emmy Kids 2018 por Malhação Viva a Diferença, de Cao Hamburger.

 

MAURO ALENCAR

Consultor e pesquisador de teledramaturgia no Brasil e no exterior. Atuou na Globo (1992 – 2021), em emissoras de TV do Chile e com estágios no SBT e na TV Cultura. Professor convidado de televisões, produtoras e universidades estrangeiras. Formado em Comunicação Social pela FAAP, com mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação (Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana) pela Universidade de São Paulo.  Na década de 1980, cursou Literatura e História (Fundação Maria Luisa e Oscar Americano) e Teatro (Teatro – Escola Macunaíma). Autor de diversos livros que abordam o universo da telenovela. Entre eles, A Hollywood Brasileira – Panorama da Telenovela no Brasil (selecionado para representar a telenovela na Feira de Frankfurt); da coleção Grandes Novelas e das biografias de Paulo Gracindo e Nívea Maria. No momento, finaliza a história de vida e arte de Susana Vieira. Colaborou no Dicionário da TV Globo e no pioneiro Memória da Telenovela Brasileira. Esteve à frente da produção (consultoria, pesquisa e redação) do livro ilustrado 50 anos de Novelas Globo. Integra o conselho do recém-criado Museu da TV, Rádio e Cinema. É membro da Academia Internacional de Artes e Ciências da Televisão de Nova York, que concede o prêmio EMMY.

 

NEWTON CANNITO

Convencido da importância do storytelling para a transformação social, fez graduação e doutorado em cinema pela USP, e tornou-se um dos roteiristas mais premiados do Brasil. Criador de series como Unidade Básica (Universal TV), vencedora do Prêmio ABRA  de melhor roteiro em 2017, 9mm: São Paulo (Fox Channel) e Z4 (SBT / Disney Channel). Também escreveu os roteiros da série Cidade dos Homens (Globo) e dos filmes Quanto vale ou é por quilo?, de Sergio Bianchi, Bróder, de Jeferson De, O Mistério da Estrada de Sintra, de Jorge Paixão da Costa, e Reza a Lenda, de Homero Olivetto. Em televisão, foi colaborador de Lauro César Muniz na novela Poder Paralelo (Record TV) e de Thelma Guedes e Duca Rachid em Joia Rara (TV Globo). Como diretor, assinou os documentários Violência SA , Jesus no Mundo Maravilha e o longa-metragem Magal e os Formigas. Em 2010, assumiu o comando da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, onde permaneceu no cargo até 2012. Ao longo de sua gestão, defendeu a diversificação da produção audiovisual brasileira e a exploração de tecnologias digitais de produção e distribuição e a adoção de estratégias transmidiáticas. Neste período, dedicou-se à literatura ficcional e a desenvolver uma reflexão original sobre storytelling e narrativa, sendo autor de 9 livros já publicados. Escreveu o livro Manual de Roteiro, ao lado de Leandro Saraiva.

 

OTÁVIO MARTINS

Ator, diretor, dramaturgo, produtor e tradutor, atuando no teatro, no cinema e na televisão. Ou, como ele mesmo prefere dizer, é um contador de histórias. Em teatro, foi integrante da Cia. do Latão durante a década de 1990, trabalhou com Paulo Autran na peça Vestir o Pai, e estreou como produtor em Os Jogadores, comédia de Gogol. Em 2006, produziu seu primeiro monólogo A Noite Antes da Floresta, de Bernard-Marie Koltès, peça que lhe rendeu prêmios e indicações. Sua estreia como autor e diretor foi em Últimas Notícias de Uma História Só, e seu texto Mediano foi montado, sob direção de Naum Alves de Souza. Em 2010 estreou em Sideman, de Warren Leigh, espetáculo pelo qual foi premiado e indicado em vários prêmios. Dirigiu Divórcio, de Franz Kepler, e Pessoas Absurdas, de Alan Ayckborn, comédias de enorme sucesso de público. Em 2012, voltou a fazer monólogo com Córtex, sob a direção de Nelson Baskerville. Na sequência, atou em Três Dias de Chuva, de Richard Greenberg e Troilo e Cressida, de William Shakespeare, ambas sob a direção de Jô Soares. Seus dois últimos trabalhos como ator foram a comédia Que Tal Nós Dois?, escrita por ele em parceria com Juliana Araripe, e Quando Tudo Estiver Pronto, de Donald Margulies, ambas sob a direção de Isser Korik. Em cinema, trabalhou em filmes como Viva-Voz, de Paulo Morelli, Malu de Bicicleta, de Flavio Tambellini, Salve Geral, de Sérgio Rezende e Nada a Perder, de Alexandre Avancini.  Em 2006, estreou na televisão com a série Mothern, na GNT, e PSI, na HBO. Sua primeira participação em novelas foi em Beleza Pura, seguida de Amor Eterno AmorAlém do Horizonte, todas na TV Globo, e mais recentemente, As Aventuras de Poliana, no SBT. Em 2007, estreou como dramaturgo com Depois da ChuvaÚltimas Notícias de Uma História SóPergunte ao Tempo e Caros Ouvintes, textos que também dirigiu. Este último, sucesso de público e crítica, ganhou diversos prêmios nas mais variadas categorias e lhe rendeu o convite de Walcyr Carrasco para integrar a equipe de colaboradores da novela Êta Mundo Bom. Seu mais recente trabalho é a série cômica Pandêmicos, que escreveu ao lado e Juliana Araripe e produziu em parceria com Carolina Ferraz, atualmente em 57 plataformas de streaming no mundo.

 

SÉBASTIEN BROTTET-MICHEL

Formado em Estudo de Cinematografia na Universidade Lumière Lyon II, começou a aprender sobre teatro na escola de arte dramática de Anne Sicco l’Oeil du Silence, em 1998. Durante dois anos, aprendeu o princípio da biomecânica. Também participou de inúmeras oficinas, estudou mímica com Marcel Marceau, e a arte de Kyogen com o Mestre Shime Shigeyama. Interpretou o personagem principal no longa Intox, de Akim Sakref. Em 2002, tornou-se ator do Théâtre du Soleil, dirigido por Ariane Mnouchkine. Desde então, atuou em todas as criações coletivas do grupo e viajou o mundo com Le Dernier Caravansérail (2002 a 2005), Os Efêmeros (2006 a 2008), Os Náufragos do Louca Esperança (2009 a 2012), Macbeth (2014 a 2015), Une Chambre en Inde (2016 a 2018) e Kanata – A Controvérsia, dirigido por Robert Lepage em parceria com o Théâtre du Soleil (2018-2019). Atua como assistente de direção na França, tendo colaborado como treinador de atores e codiretor em diferentes performances, desde 2008, principalmente em São Paulo com a peça Histórias Ordinárias, de Nelson Rodrigues, dirigida por Jair Assumpção. Desde 2011, ministra a oficina O Corpo Poético, inspirada em sua própria experiência como ator, criador e professor, que já foi realizada no Brasil, na França, em Taiwan, Hong-Kong e Macau. No Brasil, além de ministrar as oficinas Falemos de Amor e Para Além da Pintura Eu Contemplo o Mundo, em 2017 e 2018, fez sua primeira direção no teatro com a peça As Irmãs Siamesas, de José Rubens Siqueira, um grande sucesso de público e crítica, com indicações a prêmios em diversas categorias.

 

SILVANA GARCIA

Pesquisadora, pedagoga, dramaturgista e diretora; professora da Escola de Arte Dramática (ECA/USP); autora dos livros Teatro da Militância (Perspectiva), As Trombetas de Jericó – Teatro das Vanguardas Históricas (Hucitec) e Territórios e Paisagens. Estudos sobre teatro (Giostri); diretora dos espetáculos Lesão Cerebral (2007), Há um crocodilo dentro de mim (2009), Não vejo Moscou da Janela do meu Quarto (Prêmio Shell de Direção, 2014), Mergulho (2015)  e  Senhora X, Senhorita Y (Indicação para o Prêmio APCA – categoria Dramaturgia, 2018). É curadora da série Cena Inquieta (Olhar Imaginário, SESCTV, Prêmio APCA de Teatro – Categoria Especial, 2020).

 

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